<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062</id><updated>2011-06-08T07:22:17.218+01:00</updated><title type='text'>Comissão de Política Educativa da AAUM</title><subtitle type='html'>Blog da Comissão de Política Educativa da Associação Académica da Universidade do Minho.ESBLOGA-MOS...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108403680361430470</id><published>2004-05-08T18:04:00.000+01:00</published><updated>2004-05-08T18:26:34.496+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Caderno Reinvindicativo"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No dia 22 de Março, a Associação Académica da Universidade do Minho entregou à Ministra da Ciência e do Ensino Superior um Caderno Reivindicativo com novas ideias e novos horizontes para o Ensino Superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com o Caderno Reivindicativo a AAUM pretende, antes de mais, sensibilizar os principais órgãos responsáveis pela política educativa e a própria sociedade civil para a importância da formação superior no desenvolvimento económico, social e cultural do nosso país. Com o claro intuito de promover uma profunda reflexão e discussão sobre a actual situação do Ensino Superior em Portugal, apontamos as lacunas e as falhas nas políticas implementadas ao longos dos anos pelos vários executivos, e apresentamos propostas alternativas, contribuindo assim para uma verdadeira reforma do ensino superior. É uma visão crítica mas construtiva, com argumentos, factos e convicções baseados em estudos, dados estatísticos (OCDE e U.E.), e artigos de imprensa (Público, Diário Económico, Diário do Minho e Correio do Minho).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma nova atitude para abordar um problema estrutural do País, que é de nós todos, e que por isso deve ser resolvido com a colaboração e o empenho de toda a sociedade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este é o nosso contributo para o desenvolvimento do país, um contributo justo, equilibrado, e que pretendemos que seja visto como delineador de um novo caminho a percorrer, rumo a um Ensino Superior com futuro. Nos próximos posts apresentamos o documento na sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108403680361430470?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403680361430470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403680361430470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108403680361430470' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108403535130119504</id><published>2004-05-08T17:49:00.000+01:00</published><updated>2004-05-08T18:03:30.326+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Ensino Superior na Europa"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A declaração de Bolonha, subscrita em Junho de 1999 pelos Ministros da Educação de 29 países Europeus, teve o propósito de construção de um espaço europeu de Ensino Superior com o objectivo de promover a mobilidade e a empregabilidade dos graduados, de forma a concretizar o direito de livre circulação e estabelecimento dos cidadãos, e reforçar a competitividade internacional do Ensino Superior europeu no contexto da crescente globalização dos sistemas de ensino e formação.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deste modo os ministros signatários desta declaração comprometeram-se a prosseguir os seguintes objectivos, num horizonte temporal de dez anos:&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp;A adoptar um sistema de graus facilmente comparáveis e compreensíveis;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp;Estabelecer um sistema de créditos, que permita a acumulação de créditos numa perspectiva de formação ao longo da vida;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp;A promoção e cooperação europeia entre os sistemas nacionais de avaliação;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp;A promover a mobilidade dos agentes educativos (estudantes, professores, investigadores, funcionários);&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp;A desenvolver as dimensões europeias do Ensino Superior, nomeadamente no que se refere à organização curricular, à cooperação institucional, aos mecanismos de mobilidade e programas de estudo, de formação e de investigação.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois desta pequena síntese acerca da Declaração de Bolonha importa reter um aspecto de interesse fundamental para as instituições portuguesas, e concretamente para o aluno. Por força dos princípios ai definidos e aí aceites, nomeadamente os respeitantes à transferência na certificação de habilitações, à mobilidade dos agentes educativos e à organização curricular podem os diplomados portugueses perder a competitividade no mercado de trabalho europeu. Esta previsível constatação motivará, necessariamente, o esforço das instituições de ensino portuguesas, por um lado, e dos alunos por outro, para a indispensável elevação da qualidade do ensino, da formação e da investigação.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O processo de Bolonha constitui uma grande oportunidade para a reorganização do Ensino Superior em Portugal, colocando grandes desafios às instituições de ensino Superior tanto a nível institucional como sistémico.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No âmbito do Sistema de Ensino Superior, abre-se uma oportunidade rara para as instituições de ensino demonstrarem capacidade de auto regulação, assumindo elas próprias a liderança do processo de reforma, onde o Governo não poderá alhear-se das suas responsabilidades, competindo-lhe, sem prejuízo do processo de auto-regulação referido, dinamizar um processo participativo para a construção das soluções a implementar, procurando consensos alargados, sem perder, contudo, o tempo de decisão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enquadra-se perfeitamente nestas orientações o propósito do Ministério da Ciência e do Ensino Superior, ao promover a revisão da legislação do ensino superior, incluindo a sua organização e funcionamento, o seu financiamento, a sua estrutura de cursos e de graus e dos estatutos dos docentes. De facto, propõe-se que esta visão deverá concitar o consenso das forças da Assembleia da Republica, mas deve igualmente assentar no consenso das instituições de ensino, de modo a proporcionar um impulso reformador capaz de mobilizar a sociedade no sentido da criação de um Ensino Superior renovado de modo que este constitua o motor de desenvolvimento económico e social de Portugal, de forma a aumentar a produtividade, inovação e competitividade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Torna-se então importante um aumento do investimento por parte do Estado no ensino superior de modo a concretizar a Declaração de Bolonha em toda a sua amplitude. O que é contrariado pela nova Lei de Financiamento do Ensino Superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um outro ponto de relevância fundamental é o facto de a Declaração de Bolonha ter como ponto fulcral a participação dos estudantes nos órgãos de Governo das faculdades o qual mais uma vez é contrariado pelas actuais leis para o Ensino Superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outro ponto de vital importância é a realidade que a declaração de Bolonha propõe da criação de cursos de duração de 4+1 anos, onde 4 seriam para a licenciatura e 1 para o mestrado. Assim, em apenas 5 anos, um estudante podia tirar uma licenciatura e um mestrado. O intuito desta proposta é de incrementar o uso de mestrados, tornando cada vez mais específica a formação dos estudantes. É incompreensível como em Portugal ainda não se começou a pensar em adoptar este sistema, e ainda mais se torna, quando ainda existem barreiras, como a exigência dos 14 valores para se poder tirar um mestrado. Em quase todos os países da EU o mestrado pode ser tirado por qualquer pessoa desde que possua uma licenciatura.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;De uma forma conclusiva podemos afirmar que as actuais leis para o Ensino Superior contrariam todo o espírito da Declaração de Bolonha, as quais foram subscritas pelo Governo. Medidas as quais colocam em causa todo o processo de desenvolvimento económico e social de Portugal.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Seguindo o raciocínio da declaração de Bolonha urge salientar a pertinência, que é comparar as realidades do ensino superior de Portugal e do resto da União Europeia para assim melhor compreendermos as divergências existentes entre elas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na Europa existem dois tipos de modelo de financiamento. Um primeiro em que as instituições são financiadas integralmente por verbas públicas e num segundo modelo as instituições recebem financiamento do Estado mas cobram propinas ou taxas de inscrição. Na Dinamarca, Grécia, Luxemburgo, França, Alemanha, Finlândia e Suécia, os estudantes não pagam propinas. E nestes três últimos países, os estudantes pagam apenas uma contribuição para as associações de estudantes ou aos serviços que asseguram o alojamento, refeições ou actividades culturais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na Holanda os estudantes pagam propinas, mas recebem uma bolsa de estudo que assegura o valor disponibilizado pelos estudantes. Os estudantes dinamarqueses não pagam propinas e recebem um subsídio do Estado para frequentarem o ensino superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, Áustria, Espanha, Bélgica, Portugal, Reino Unido e Itália são os países onde se pagam propinas, e onde Portugal é o quarto país com a propina mais elevada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No âmbito do financiamento “per capita”, deparamos que apenas a Grécia investe menos por aluno que Portugal, dentro da União Europeia. Segundo dados recentes retirados da imprensa nacional, a Grécia aparece com um investimento per capita de 4298€ e Portugal aparece com uns escassos 6000€. Todos os outros países apresentam níveis de investimento muito mais elevados. Espanha com um investimento médio de 8399, Itália com 10161€, Finlândia e França ultrapassam a barreira dos 10332€, o Reino Unido aproxima-se dos 12600€, segue-se a Bélgica com uma média de 13571€, a Áustria e a Suíça investem cerca de 13608€, a Holanda, Irlanda e Dinamarca têm um investimento médio superior aos 13860€. Por fim a Suécia é um país que mais investe dos “quinze” com um investimento superior aos 13860€ por aluno.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Portugal é também o penúltimo país da U.E. com menor percentagem de investimento em bolsas de estudo com 6,7% do investimento total no ensino superior. Apenas a Grécia aparece abaixo com uma percentagem de 5,8% do investimento. Depois temos a França com 8,1%, a Espanha com 8,5%. A Suécia, a Alemanha e o Reino Unido investem cerca de 10% em bolsas de estudo. Próximo dos 12% estão a Irlanda e a Áustria. Na Bélgica e na Finlândia este investimento ultrapassa os 15%. Na Itália ultrapassa os 18% e na Holanda os 20%. Finalmente, a Dinamarca é o país que mais investe em bolsas de estudo com 33% do total.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na Alemanha o custo médio anual por estudante (13764) é equivalente à média dos países da OCDE e o dobro do investimento médio por aluno em Portugal.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na Áustria, com a introdução de propinas em 2001, cerca de 20% dos estudantes afastaram-se do ensino superior. No entanto, os estudantes pagam 363€ de propinas por semestre, num país em que o salário médio é quase três vezes superior a português. Nunca é demais realçar que na Áustria existe um sistema de bolsas que beneficia um terço dos estudantes com a bolsa máxima. A bolsa média é de 3770 € por ano. No sentido de compensar o aumento das propinas, houve um reforço de 35% no sistema de apoio social através de bolsas de estudo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por fim, o exemplo que melhor expressa os nossos desejos para o futuro de Portugal, um exemplo já tratado no início do Caderno Reivindicativo, a Irlanda. Um país que em 95 estava atrás do nosso em quase todos os indicadores sócio-económicos, e que neste momento, já apresenta um desenvolvimento sócio-económico bem mais avançado do que o nosso país. Um bom exemplo, onde o investimento produtivo deu os seus frutos, e onde dificilmente se encontrará alguém descontente com a opção adoptada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108403535130119504?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403535130119504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403535130119504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108403535130119504' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108403462645213082</id><published>2004-05-08T17:41:00.000+01:00</published><updated>2004-05-08T17:48:15.606+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"A reforma do estatuto da carreira docente"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para que o ensino superior possa realmente constituir uma mais valia para o país, e poder contar com recursos humanos devidamente qualificados e preparados para o mercado de trabalho, é necessário que os estudantes possam usufruir de um ensino com qualidade. Neste sentido não temos qualquer dúvida que a qualidade do ensino superior depende essencialmente da qualificação do seu corpo docente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Defendemos portanto uma maior exigência na qualificação para a docência no ensino superior, bem como a necessidade do seu reforço.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por outro lado, é necessário uma avaliação do desempenho dos docentes mais exigente e permanente, com carácter pedagógico e cientifico e não apenas cientifico. De facto, não podemos ignorar a falta de formação pedagógica de muitos docentes das nossas universidades e que se traduz na diminuição clara do nível de aproveitamento do aluno. É por isso, fundamental que os docentes do ensino superior sejam submetidos a formação pedagógica. Além disso a garantia dos direitos dos estudantes a um ensino de qualidade passa pela prossecução dos resultados dos processos pedagógicos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deve ainda ser assegurada a mobilidade dos docentes, investigadores e estudantes no espaço português, assim como maior rigor e transparência nos concursos da carreira docente. Para que sejam cumpridos padrões cada vez mais exigentes de qualidade, dignificando a própria carreira docente, defendemos ainda um maior esclarecimento dos docentes aos alunos sobre informação referente aos respectivos programas da disciplina, métodos de avaliação e planos de estudo. A prestação de serviço docente deve ser clarificada em regime de dedicação exclusiva e devem ser revistas as funções lectivas e não lectivas que podem ser atribuídas a cada uma das categorias de docentes.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em suma, devemos exigir das Universidades e dos respectivos docentes uma nova atitude pedagógica através da qual vejam nos estudantes verdadeiros participantes activos nos processos educativos, e não apenas meros consumidores de ensino.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108403462645213082?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403462645213082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403462645213082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108403462645213082' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108403427253275187</id><published>2004-05-08T17:35:00.000+01:00</published><updated>2004-05-08T17:52:32.590+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"A Lei da Autonomia e a representatividade dos estudantes"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No que diz respeito às questões de autonomia, tenta-se solucionar esta questão também apresentando como solução a reformulação legislativa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mais uma vez, não é na lei que reside o problema, mas sim no cumprimento da mesma. A autonomia é uma questão que ao longo dos anos tem sido alvo de muita discussão. No entanto isto é o resultado mais que óbvio do não aprofundamento das necessidades de autonomia das instituições. O principal problema centra-se na forma como se aborda esta discussão. Não é possível exigir autonomia das instituições quando os recursos financeiros, até no plano da investigação são profundamente reduzidos não permitindo às instituições o desenvolvimento criativo da autonomia pedagógica e científica.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um caso flagrante desta mesma falta de autonomia prende-se com as questões do ensino Superior Politécnico. Este diploma consagra um cada vez maior afastamento entre este mesmo subsistema e o Ensino Superior Universitário, enveredando por um caminho que só poderá resultar numa divisão tendencialmente selectiva do Ensino Superior Público.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não é possível defender a autonomia das instituições do ensino superior e, ao mesmo tempo, definir um “numerus clausus” para as mesmas, não podendo as instituições de ensino gerir a sua própria capacidade. Entendemos que esta medida do executivo constitui um contracenso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No plano da gestão escolar, este mesmo documento contem medidas que tentam decretar o fim da gestão democrática das escolas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Retirando o poder dos estudantes, removendo a paridade em todos os órgãos (exceptuando conselhos pedagógicos) entre docentes, discentes e funcionários não-docentes traduzir-se-á numa gestão das universidades extremamente autoritária e à margem do próprio interesse dos estudantes. O Governo não tem legitimidade para apelar à cidadania dos jovens portugueses, através dos actos eleitorais, usufruindo assim de um direito que é de todos, quando, ao mesmo tempo, tiram o poder aos estudantes nos órgãos de gestão das universidades. Se é um direito ter uma participação activa dentro da sociedade em que vivemos, também o é, quando queremos ter o mesmo nível de participação dentro da Universidade onde estudamos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os estudantes são força determinante e que devem ser tidos em questão, na discussão do quotidiano escolar. Ao mesmo tempo apresenta-se a introdução de gestores profissionais como solução para a resolução dos problemas das instituições. O Governo aborda neste sentido a gestão das instituições universitárias numa lógica estritamente empresarial, demonstrando uma certa incoerência quando se reduz o poder dos estudantes e simultaneamente se entrega o poder de decisão a gestores que nada compreendem dos problemas relativos a uma instituição do ensino superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No que diz respeito às questões relacionadas com a autonomia e gestão escolar entendemos que devem ser dadas garantias financeiras que potenciem a autonomia pedagógica e cientifica às instituições.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Defendemos que as instituições do Ensino Superior Politécnico possam formar os seus próprios docentes e doutores, mantendo as especificidades relativas, que divergem entre Ensino Superior Universitário e Politécnico no que a conteúdos científicos, modelos pedagógicos e orgânicos diz respeito.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Propomos uma escola enquanto espaço democrático que represente e dê resposta à vontade dos principais interessados, os estudantes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108403427253275187?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403427253275187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108403427253275187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108403427253275187' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108395462373197057</id><published>2004-05-07T19:20:00.003+01:00</published><updated>2004-05-08T16:57:32.780+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;O futuro da Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Atrav&amp;eacute;s da Lei n&amp;ordm; 1/2003, o Estado prop&amp;otilde;e-se, atrav&amp;eacute;s de um sistema de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o social do Ensino Superior, assegurar o direito &amp;agrave; igualdade de oportunidades de acesso, frequ&amp;ecirc;ncia e sucesso escolar, pela supera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desigualdades econ&amp;oacute;micas, sociais e culturais. No entanto, entendemos que as pol&amp;iacute;ticas tomadas ultimamente pelo governo contrariam esta mesma lei, pondo mesmo em causa a equidade do acesso ao ensino superior. Sen&amp;atilde;o vejamos… &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao abordar as medidas que fazem parte integrante deste sistema, podemos concluir que houve um claro retrocesso por parte do Governo no apoio aos estudantes do ensino superior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uns dos principais instrumentos deste sistema de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o social s&amp;atilde;o as bolsas de estudo, cujos valores, distribu&amp;iacute;dos actualmente aos alunos bolseiros, s&amp;atilde;o dos mais baixos da Uni&amp;atilde;o Europeia. Depois dos aumentos dr&amp;aacute;sticos do valor das propinas seria fundamental refor&amp;ccedil;ar o apoio aos alunos mais carenciados atrav&amp;eacute;s do valor das bolsas de estudo no sentido de atenuar o impacto negativo do aumento das propinas. Impacto, esse que pode mesmo passar pelo abandono do ensino superior e pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das candidaturas ao mesmo.&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entendemos que num universo de cerca de 248000 alunos (em Portugal), o facto de haver apenas 17% de alunos bolseiros &amp;eacute; insuficiente e fica muito aqu&amp;eacute;m das necessidades do nosso pa&amp;iacute;s, claramente deficit&amp;aacute;rio ao n&amp;iacute;vel dos recursos humanos qualificados. Basta olhar para a realidade dos pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia para concluir que existe uma clara diverg&amp;ecirc;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Portugal no apoio aos estudantes do ensino superior. Em pa&amp;iacute;ses como a Holanda ou a Finl&amp;acirc;ndia todos os alunos s&amp;atilde;o subsidiados por bolsas de estudo. E na B&amp;eacute;lgica as bolsas podem atingir um valor de 1431&amp;euro; mensais! Em Portugal a bolsa m&amp;aacute;xima &amp;eacute; atribu&amp;iacute;da a apenas 2% dos alunos bolseiros, sendo das mais baixas da Uni&amp;atilde;o Europeia. N&amp;atilde;o temos d&amp;uacute;vidas de que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio e urgente o aumento do valor das bolsas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Defendemos tamb&amp;eacute;m a atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 11&amp;ordm; m&amp;ecirc;s de bolsa e a sua recoloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o na lei sem ser necess&amp;aacute;ria a solicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estudante. N&amp;atilde;o concordamos com o facto de ser usada a bolsa de estudo para pagamento das propinas. Os Estudantes bolseiros deveriam estar isentos. Entendemos que o valor da bolsa deve ser destinado para suportar as diversas despesas que estudante tem com alojamento, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compra de material did&amp;aacute;ctico. Deveriam ser contemplados outros complementos &amp;agrave; atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bolsas como por exemplo um subsidio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de material did&amp;aacute;ctico.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outra medida essencial no apoio aos estudantes do ensino superior consiste no acesso aos servi&amp;ccedil;os de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alojamento e sa&amp;uacute;de. Neste sentido temos a plena convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as infra-estruturas e os recursos humanos existentes para servir os estudantes s&amp;atilde;o insuficientes, sen&amp;atilde;o mesmo, escassos! Num pa&amp;iacute;s onde apenas 8% dos estudantes deslocados que s&amp;atilde;o bolseiros, t&amp;ecirc;m lugar nas resid&amp;ecirc;ncias dos Servi&amp;ccedil;os de Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social Escolar, &amp;eacute; urgente o aumento do n&amp;ordm; de camas e resid&amp;ecirc;ncias universit&amp;aacute;rias. Mas para al&amp;eacute;m de mais, tamb&amp;eacute;m exigimos melhor. As actuais infra-estruturas existentes carecem, em grande parte, de profundas melhorias.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mesmo acontece com as cantinas dos Servi&amp;ccedil;os de Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social onde, os estudantes, caso decidissem ir todos almo&amp;ccedil;ar &amp;agrave;s cantinas universit&amp;aacute;rias &amp;agrave;s 13h, 89% ficariam de fora. Logo &amp;eacute; igualmente necess&amp;aacute;rio rever o n&amp;ordm; de cantinas existentes e a sua capacidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ainda na &amp;aacute;rea da Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social do Ensino Superior est&amp;aacute; previsto o acesso a outros apoios educativos. Neste sentido pensamos num leque de sugest&amp;otilde;es e poss&amp;iacute;veis medidas para melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ensino Superior em Portugal: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Defendemos a exist&amp;ecirc;ncia de um subsidio &amp;agrave;s consultas m&amp;eacute;dicas e de psicologia para os alunos n&amp;atilde;o bolseiros e aumentos de comparticipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para todos os outros exceptuando aqueles que j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m bolsa m&amp;aacute;xima cuja comparticipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; &amp;eacute; de 100%;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Achamos pertinente o congelamento dos pre&amp;ccedil;os dos produtos fornecidos pelos SAS at&amp;eacute; ao descongelamento dos sal&amp;aacute;rios da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e exist&amp;ecirc;ncia real de maior poder de compra;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Deve ser refor&amp;ccedil;ada a prefer&amp;ecirc;ncia de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o tempor&amp;aacute;ria de alunos carenciados face a outros poss&amp;iacute;veis interessados;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Defendemos um maior apoio aos alunos portadores de defici&amp;ecirc;ncia nomeadamente atrav&amp;eacute;s de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o apropriada quer no apoio &amp;agrave;s demais componentes pedag&amp;oacute;gicas, quer na revis&amp;atilde;o de percentagens de incapacidade;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Deve haver um maior apoio em obras com vista &amp;agrave; elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o das barreiras arquitect&amp;oacute;nicas;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Defendemos ainda a Convoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Conselho de Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social como um palco privilegiado onde os estudantes podem reivindicar os seus direitos com vista a uma ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o social mais justa;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para contratualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es com entidades privadas (resid&amp;ecirc;ncias e cantinas);&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;#149;&amp;nbsp; Mais investimento no desporto no Ensino Superior.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108395462373197057?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108395462373197057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108395462373197057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108395462373197057' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108395270646153086</id><published>2004-05-07T18:58:00.000+01:00</published><updated>2004-05-08T16:55:47.076+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;A Nova Lei de Bases do Ensino Superior&amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os moldes em que se deu a g&amp;eacute;nese desta Lei constituem desde logo um mau pren&amp;uacute;ncio do desenvolvimento da lei em si.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Condenamos logo &amp;agrave; partida, o facto de ter sido aprovado dois documentos antes da discuss&amp;atilde;o da Lei de Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente a Lei do Financiamento e o Regime Jur&amp;iacute;dico para a Qualidade e Desenvolvimento do Ensino Superior. Tamb&amp;eacute;m o facto do Governo ter mantido uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inflex&amp;iacute;vel e se ter enclausurado nas suas pr&amp;oacute;prias an&amp;aacute;lises, demonstra a import&amp;acirc;ncia que o mesmo atribui &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos parceiros educativos na procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para uma quest&amp;atilde;o t&amp;atilde;o cara para o pa&amp;iacute;s como &amp;eacute; o caso da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Governo elaborou esta lei, sem consultar as propostas e posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de todos aqueles que mais directamente est&amp;atilde;o envolvidos nesta mat&amp;eacute;ria. Recusou-se a ouvir sindicatos, funcion&amp;aacute;rios, docentes e n&amp;atilde;o docentes, associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pais e associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de estudantes. O resultado, como seria de esperar, &amp;eacute; extremamente negativo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os direitos constitucionais no que &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ci&amp;ecirc;ncia e cultura diz respeito nem sempre foram cumpridos. Pelo contr&amp;aacute;rio, cada vez se afastou mais desta meta. Com esta Lei de Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o todo o processo de democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rio e de salutar do Ensino Superior, sofre um profundo golpe, resultado de pol&amp;iacute;ticas de conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o que t&amp;ecirc;m como refer&amp;ecirc;ncia essencial, a racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos. Esta tend&amp;ecirc;ncia traduz-se numa s&amp;eacute;rie de restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es no acesso ao Ensino Superior, nomeadamente atrav&amp;eacute;s do n&amp;uacute;mero de vagas quando deveria ser precisamente o contr&amp;aacute;rio, com uma progressiva elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todo tipo de barreiras que impedem um cidad&amp;atilde;o de usufruir de um direito social fundamental, o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao Ensino.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O facto de com esta Lei de Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se consagrar um Ensino Superior &amp;uacute;nico, onde o P&amp;uacute;blico e Privado s&amp;atilde;o encarados da mesma forma e com as mesmas responsabilidades constitui um perigoso ataque &amp;agrave; escola p&amp;uacute;blica, como garante essencial da democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Ensino. Assumindo o Estado um papel meramente regulador entre os dois subsistemas, com responsabilidades de ordem financeira semelhantes e complementares, mais n&amp;atilde;o faz do que contribuir para um Ensino Superior selectivo, constituindo no futuro uma s&amp;eacute;ria amea&amp;ccedil;a ao ingresso de vastas camadas da juventude no Ensino Superior. Torna-se inconceb&amp;iacute;vel, que num per&amp;iacute;odo de profunda restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira (nomeadamente atrav&amp;eacute;s das restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento) se assuma por parte do Estado a responsabilidade do financiamento de Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior Privado. Esta Lei de Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estas pol&amp;iacute;ticas sucessivas de Sub financiamento, empurram as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para formas de financiamento alternativas, s&amp;oacute; poder&amp;aacute; resultar numa maior depend&amp;ecirc;ncia das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a uma l&amp;oacute;gica meramente empresarial.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como j&amp;aacute; foi referido, o problema essencial relativo &amp;agrave; Lei de Bases do Sistema Educativo n&amp;atilde;o se prende com a lei em si, mas deriva essencialmente do seu (in)cumprimento. Defendemos um Ensino Superior P&amp;uacute;blico, Gratuito e de Qualidade, e a aboli&amp;ccedil;&amp;atilde;o tendencial do pagamento de propinas. Entendemos que o Ensino Superior deve estar aberto ao acesso de todos os jovens e n&amp;atilde;o apenas aqueles que possuem os recursos econ&amp;oacute;micos para tal.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entendemos que o Ensino Superior Particular e Cooperativo deve existir com um car&amp;aacute;cter puramente supletivo, e n&amp;atilde;o como Subsistema alternativo. A exist&amp;ecirc;ncia do ESPC n&amp;atilde;o deve, em caso algum restringir a rede p&amp;uacute;blica de estabelecimentos do Ensino Superior. Pelo contr&amp;aacute;rio, a mesma deve ser potenciada, aumentando o seu financiamento, enquanto que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es privadas devem existir num sistema de contratualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Estado e apenas ao alcance de quem entender usufruir dos seus servi&amp;ccedil;os, nunca como um subsistema de utilidade p&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108395270646153086?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108395270646153086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108395270646153086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108395270646153086' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-108092406278911878</id><published>2004-04-02T17:06:00.000+01:00</published><updated>2004-05-07T19:13:48.560+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“&lt;strong&gt;A lei de bases do financiamento vs qualidade no Ensino Superior&lt;/strong&gt;” &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A nova lei de bases do financiamento do ensino superior, aprovada a 22 de Agosto de 2003, provocou nas universidades em geral uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cerca de 4% nas transfer&amp;ecirc;ncias efectuadas pelo estado. No geral, o or&amp;ccedil;amento disponibilizado pelo governo para as universidades, estava deduzido do valor igual &amp;agrave;s receitas correspondentes &amp;agrave; fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da propina m&amp;iacute;nima. As propinas sempre foram vistas pelo actual governo como forma de aumentar a qualidade do ensino superior, nunca sendo utilizadas para cobrir despesas de funcionamento, o que na realidade n&amp;atilde;o acontece. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se os recursos disponibilizados pelo governo n&amp;atilde;o chegam para colmatar todas as despesas inerentes ao funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior, obviamente que estas ir&amp;atilde;o ter que fazer uso das receitas provenientes das propinas para cobrir o descoberto deixado pelas insuficientes transfer&amp;ecirc;ncias or&amp;ccedil;amentais. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Universidade do Minho desde 2001 a 2003 sofreu anualmente cortes equivalentes a 1.500.000 euros. Uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que no contexto geral se traduziu em valores absolutos na maior que uma universidade sofreu. Em 2004, essa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o equivale a 2,5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano transacto. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o traduziu-se numa forte conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoal ainda em 2002, tendo tido continuidade em 2003, bem como, numa diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na ordem de 1 milh&amp;atilde;o de euros, nos encargos previstos com pessoal para este ano. Um enorme esfor&amp;ccedil;o de conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental, atendendo &amp;agrave; situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil em que se encontra o pa&amp;iacute;s, efectuado pela Universidade, que pelos os vistos n&amp;atilde;o foi bem compreendido pelas entidades competentes, que sucessivamente a maltrataram, impondo cortes de magnitudes verdadeiramente absurdas e irrealistas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 2003 a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do valor do or&amp;ccedil;amento disponibilizado para o funcionamento da Universidade sofreu uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na ordem dos 50% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano transacto. Com isto a Universidade viveu momentos bastantes dif&amp;iacute;ceis, que pelos vistos n&amp;atilde;o ir&amp;atilde;o acabar, pois neste ano a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental j&amp;aacute; &amp;eacute; bem patente. Dentro deste panorama, a maior curiosidade que se levanta, &amp;eacute; o facto de no art.&amp;ordm; 3, n.&amp;ordm; 2, al&amp;iacute;nea a), da nova lei de bases do financiamento do ensino superior, o Estado se responsabilizar pelo o garante do funcionamento de uma rede p&amp;uacute;blica de estabelecimentos de ensino de qualidade. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para al&amp;eacute;m das diminutas transfer&amp;ecirc;ncias via or&amp;ccedil;amento de estado, as dota&amp;ccedil;&amp;otilde;es via PIDDAC tamb&amp;eacute;m se mostraram reduzidas, sendo o enorme volume de investimento na Escola de Ci&amp;ecirc;ncias da Sa&amp;uacute;de contratualizada &amp;agrave; mais de 2 anos, a principal respons&amp;aacute;vel para que a Universidade do Minho tivesse sido dotada com a maior verba. Destaque tamb&amp;eacute;m para a descontextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das dota&amp;ccedil;&amp;otilde;es do PIDDAC, que deixaram de fora Escolas que funcionam h&amp;aacute; anos em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o insustent&amp;aacute;vel e para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infra-estruturas importantes como a futura Biblioteca, o Edif&amp;iacute;cio de ci&amp;ecirc;ncias sociais e o Complexo Pedag&amp;oacute;gico, todas no p&amp;oacute;lo de Guimar&amp;atilde;es. Ao todo o PIDDAC deste ano deixou de fora metade das propostas de financiamento feitas pela Universidade. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outra quest&amp;atilde;o se levanta, com as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; a partir de 2006 das regras para atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos apoios comunit&amp;aacute;rios, resultado do alargamento aos pa&amp;iacute;ses de leste. Estes v&amp;atilde;o absorver a maioria dos apoios comunit&amp;aacute;rios para infra-estruturas, cabendo a Portugal uma cota parte bem mais reduzida do que a actual. Ao desperdi&amp;ccedil;ar o actual contexto favor&amp;aacute;vel a Portugal, pode-se definitivamente hipotecar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infra-estruturas de relevada import&amp;acirc;ncia para Universidade, como a Biblioteca em Azur&amp;eacute;m e a Escola de Direito em Gualtar. Sem um apoio financeiro por parte do Estado, fundamental para a sustentabilidade do financiamento destas infra-estruturas, a Universidade dificilmente ter&amp;aacute; capacidade para iniciar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das mesmas, e com isto, perder o direito de usufruir de fundos comunit&amp;aacute;rios. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com este n&amp;iacute;vel de financiamento, n&amp;atilde;o se pode exigir &amp;agrave;s universidades portuguesas um n&amp;iacute;vel de qualidade que n&amp;atilde;o &amp;eacute; suportado pelo mesmo. Isto torna-se mais estranho e at&amp;eacute; mesmo absurdo, quando a qualidade &amp;eacute; anunciado pelo Governo como crit&amp;eacute;rio de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es onde se ir&amp;aacute; sustentar o financiamento das mesmas. Para manter e melhorar a qualidade da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos as universidades t&amp;ecirc;m que investir permanentemente na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu corpo docente e funcion&amp;aacute;rios, em actividades de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, bem como suportar os encargos de funcionamento, como a energia el&amp;eacute;ctrica e comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ora as &amp;aacute;reas mais afectadas pelos cortes or&amp;ccedil;amentais foram precisamente estas! Ent&amp;atilde;o como se pode exigir qualidade quando n&amp;atilde;o se re&amp;uacute;ne todas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es indispens&amp;aacute;veis para que tal aconte&amp;ccedil;a? &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para al&amp;eacute;m disso as Universidades ter&amp;atilde;o de canalizar meios financeiros para fazer face &amp;agrave;s insuficientes dota&amp;ccedil;&amp;otilde;es do PIDDAC destinadas &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infra-estruturas indispens&amp;aacute;veis aos seus funcionamentos. Ou seja, nestes &amp;uacute;ltimos anos criou-se uma insustentabilidade verdadeiramente inadmiss&amp;iacute;vel para um pa&amp;iacute;s que se quer desenvolvido, moderno e equiparado ao resto da Europa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-108092406278911878?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108092406278911878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/108092406278911878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108092406278911878' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6596062.post-107969686068544974</id><published>2004-03-19T11:42:00.000Z</published><updated>2004-05-07T19:14:31.733+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este blog &amp;eacute; da responsabilidade da Comiss&amp;atilde;o de Pol&amp;iacute;tica Educativa da AAUM, e tem como principal objectivo ser um meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os estudantes desta academia e a pr&amp;oacute;pria comiss&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;  A comiss&amp;atilde;o foi criada a pensar em ti, na tentativa de criar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os problemas do ensino superior em Portugal, que directa ou indectamente te afectam.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos para mudar o rumo do ensino superior, porque achamos que merecemos mais e melhor.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A luta n&amp;atilde;o pode ser em v&amp;atilde;o. Informa-te aqui e envia as tuas ideias para &lt;a href="mailto:bloguniversitario@aaum.pt"&gt;bloguniversitario@aaum.pt&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora est&amp;aacute; nas tuas m&amp;atilde;os...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;&lt;strong&gt;Ensino Superior visto como despesa ou investimento?&lt;/strong&gt;&amp;quot;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democr&amp;aacute;tica na verdadeira acep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do termo, e nas mais diversas vertentes de democracia: pol&amp;iacute;tica, econ&amp;oacute;mica, social e cultural.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Num mundo concorrencial e global, como se apresenta hoje em dia, a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade torna-se pois num imperativo que todos devem abra&amp;ccedil;ar. N&amp;atilde;o ser&amp;aacute; pois dif&amp;iacute;cil de entender porque o comiss&amp;aacute;rio Pedro Solves continua a reiterar que Portugal tem definitivamente e de uma vez por todas, apostar fortemente na qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos humanos, e no investimento produtivo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; e ser&amp;aacute; sempre uma das principais fontes de desenvolvimento econ&amp;oacute;mico, cultural e social. Logo, esta faz parte da solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os diversos problemas que atravessam o pa&amp;iacute;s. Isso &amp;eacute; bem patente em recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Presidente da Rep&amp;uacute;blica, bem como da Uni&amp;atilde;o Europeia, que na an&amp;aacute;lise a cada pa&amp;iacute;s realizada em 2003, descreveu 5 problemas estruturais na economia Portuguesa, que urgem ser resolvidos, de forma a inverter os sintomas de atrofiamento. &amp;Agrave; mesma conclus&amp;atilde;o chegou a empresa Norte-Americana de consultoria, que numa an&amp;aacute;lise encomendada pelo Governo Portugu&amp;ecirc;s, frisou que Portugal tem um grande d&amp;eacute;fice de investimento nas pessoas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A import&amp;acirc;ncia da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas para a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desenvolvimento do Pa&amp;iacute;s est&amp;aacute; bem expressa na actual lei de financiamento, mas no mesmo artigo, essa import&amp;acirc;ncia &amp;eacute; resumida ao garante do direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao ensino nas melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es poss&amp;iacute;veis, nos limites das disponibilidades or&amp;ccedil;amentais. Ou seja, o Governo reafirma que a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas s&amp;atilde;o a chave da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das sociedades modernas, como logo a seguir, limita essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o a restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es or&amp;ccedil;amentais, restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es essas, sempre cingidas &amp;agrave; vis&amp;atilde;o unilateral dos sucessivos governos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando se afirma que se pretende um ordenamento baseado no ensino superior, no conhecimento e na inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e que a Europa &amp;eacute; cada vez mais baseada no conhecimento, no dinamismo e na competitividade das regi&amp;otilde;es, transformando a universidade no principal p&amp;oacute;lo dinamizador do meio que a envolve, n&amp;atilde;o se pode depois limit&amp;aacute;-lo a um problema que as universidades em nada contribu&amp;iacute;ram, o despesismo do sector p&amp;uacute;blico. Se &amp;eacute; verdade que se fez da regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das contas do estado, uma prioridade e um des&amp;iacute;gnio nacional, onde todos tinham de fazer um esfor&amp;ccedil;o, a realidade &amp;eacute; que n&amp;atilde;o deve ter havido na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica sector que menos tenha contribu&amp;iacute;do para as derrapagens or&amp;ccedil;amentais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um pa&amp;iacute;s de 10 milh&amp;otilde;es de habitantes certamente produz riqueza necess&amp;aacute;ria para manter um sistema de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior, um investimento que ter&amp;aacute; sempre um retorno.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sempre se falou em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como um investimento no futuro, e mais do que uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal, a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um bem p&amp;uacute;blico, onde os maiores benefici&amp;aacute;rios dela s&amp;atilde;o a pr&amp;oacute;pria sociedade. Todos beneficiam da exist&amp;ecirc;ncia de recursos humanos com uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; maior justi&amp;ccedil;a do que a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos n&amp;oacute;s, sem excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para a melhoria de algo que &amp;eacute; de todos. Portanto, n&amp;atilde;o se pode restringir esta obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias que possuem estudantes no ensino superior, sob o pretexto de se alcan&amp;ccedil;ar uma maior justi&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deparamo-nos pois, com uma atitude por parte do Governo que contradiz totalmente a l&amp;oacute;gica de que a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um investimento no futuro. O desinvestimento no ensino superior &amp;eacute;, infelizmente, uma realidade. Em 2003, Portugal apenas investia 0,8% do seu PIB em I&amp;amp;D, quando a realidade da Uni&amp;atilde;o Europeia ronda os 3%. Ali&amp;aacute;s, uma meta que Portugal ter&amp;aacute; obrigatoriamente de alcan&amp;ccedil;ar at&amp;eacute; 2010, segundo resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Uni&amp;atilde;o Europeia, e onde os mais recentes an&amp;uacute;ncios de investimentos atrav&amp;eacute;s de programas operacionais no valor de 4 milh&amp;otilde;es de contos, que pouco alterar&amp;atilde;o o aspecto actual dos investimentos em I&amp;amp;D, principalmente por serem programas antigos, n&amp;atilde;o ir&amp;atilde;o trazer nada de novo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes investimentos perante o plen&amp;aacute;rio da Assembleia da Rep&amp;uacute;blica, a Ministra Maria da Gra&amp;ccedil;a Carvalho, frisou mais uma vez na &amp;ldquo;aposta na investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do activo estrat&amp;eacute;gico mais importante que temos, os nossos recursos humanos&amp;rdquo;. Para quem v&amp;ecirc; nos recursos humanos o nosso activo estrat&amp;eacute;gico mais importante, potencializador e dinamizador de ganhos concorrenciais, a defesa da pol&amp;iacute;tica de desinvestimento que se vive actualmente cai muito mal. N&amp;atilde;o ir&amp;iacute;amos t&amp;atilde;o longe como foi Belmiro de Azevedo semanas atr&amp;aacute;s, quando expressou que &amp;ldquo;Hoje, a maioria dos pol&amp;iacute;ticos nunca trabalhou, s&amp;atilde;o o que eu chamo 'jotinhas&amp;rdquo;, quando n&amp;atilde;o conseguia compreender como n&amp;atilde;o se investe fortemente e n&amp;atilde;o se d&amp;aacute; &amp;ldquo;particular import&amp;acirc;ncia ao capital humano e &amp;agrave; necessidade de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o actualizada dos quadros empresariais e dos l&amp;iacute;deres em geral&amp;rdquo;. Mas o facto &amp;eacute; que capital humano &amp;eacute; o nosso principal recurso que investido nos render&amp;aacute; muito, n&amp;atilde;o sendo muito compreens&amp;iacute;vel a atitude do actual governo na pessoa da Ministra do Ensino Superior. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel que se valorize um capital sem que se gaste com ele recursos, onde quanto mais e melhor se gastar, maior ser&amp;aacute; o retorno conseguido. Ningu&amp;eacute;m &amp;eacute; obrigado a saber isto, mas quem n&amp;atilde;o sabe, deve pelos menos ter a sabedoria de saber ouvir. Hoje fez-se uma reforma onde os principais beneficiados se mostram totalmente contra, &amp;eacute; como se algu&amp;eacute;m fizesse algo a outrem, e este n&amp;atilde;o soubesse como agradecer, porque n&amp;atilde;o via como pudesse lucrar com isso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o podemos cair na tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da demagogia, e defender que no futuro os estudantes v&amp;atilde;o beneficiar dessa forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o recebendo sal&amp;aacute;rios mais elevados, e como tal deviam ajudar a suportar tal esfor&amp;ccedil;o. &amp;Eacute; de lembrar, que se &amp;eacute; verdade que um Licenciado vai receber mais, tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; verdade que vai pagar mais impostos, e vai participar directamente na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais valias e na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor acrescentado ao tecido empresarial, que mais tarde vai ser tributado pelo Estado. Basicamente o que se investir num licenciado ir&amp;aacute; retornar ao Estado em forma de imposto. &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil de explicar, da mesma forma como &amp;eacute; f&amp;aacute;cil de entender, s&amp;oacute; n&amp;atilde;o entende quem n&amp;atilde;o quer ver a realidade, tal como ela &amp;eacute;. E se o retorno por ventura n&amp;atilde;o for igual ou superior, &amp;eacute; porque o mal n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na defesa de um Ensino Superior tendencialmente gratuito, mas sim pela falta duma real reforma fiscal, construindo assim um verdadeiro pilar de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrutura s&amp;oacute;cio-econ&amp;oacute;mica do nosso pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas o ponto fulcral, &amp;eacute; o enveredar por um caminho que nenhum pa&amp;iacute;s na Europa seguiu, quando com n&amp;iacute;veis baixos de licenciados e de profissionais qualificados, optaram por um sistema de financiamento preponderantemente p&amp;uacute;blico, de forma a demonstrar inequivocamente o quanto apostavam na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus cidad&amp;atilde;os.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com o n&amp;iacute;vel mais baixo de licenciados na EU alargada, e com a maior percentagem de licenciados no desemprego, Portugal mostra um desequil&amp;iacute;brio dram&amp;aacute;tico, que s&amp;oacute; poder&amp;aacute; ser contrariado se adoptarmos uma pol&amp;iacute;tica parecida com o exemplo Irland&amp;ecirc;s, que t&amp;atilde;o difundido foi pelo Governo quando este estava na oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A Irlanda com uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desequil&amp;iacute;brio estrat&amp;eacute;gico id&amp;ecirc;ntico ao nosso, em 1996/97, fez do Ensino Superior seu &amp;ldquo;cavalo de batalha&amp;rdquo;, apostando fortemente atrav&amp;eacute;s de incentivos, como a aboli&amp;ccedil;&amp;atilde;o das propinas e um forte apoio na ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. Com isto a Irlanda tornou-se em poucos anos num caso de sucesso no que toca ao investimento na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atingindo assim um crescimento econ&amp;oacute;mico, que ainda agora se provou ser sustent&amp;aacute;vel. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois desta reflex&amp;atilde;o podemos concluir tacitamente que o Ensino Superior &amp;eacute; um investimento seguro com retorno garantido, e n&amp;atilde;o uma mera despesa!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt; Com este caderno, apresentamos um conjunto de propostas e reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que pretende facultar aos estudantes do Ensino Superior uma perspectiva alternativa para o Ensino Superior portugu&amp;ecirc;s, e ao mesmo tempo dinamizar e consciencializar a massa estudantil no sentido da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Ensino Superior que contribua para um Portugal melhor e mais democr&amp;aacute;tico, que garanta as mesmas possibilidades de desenvolvimento a todos os seus cidad&amp;atilde;os. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se concordas ou n&amp;atilde;o, d&amp;aacute; a tua opini&amp;atilde;o.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;  S&amp;oacute; te podemos ajudar se soubermos quais s&amp;atilde;o os teus problemas e como achas que devem ser resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6596062-107969686068544974?l=bloguniversitario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/107969686068544974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6596062/posts/default/107969686068544974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguniversitario.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107969686068544974' title=''/><author><name>Nuno Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11727256402724414073</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
